Escola Nacional de Música

Rua do Passeio, 98 - Centro, Rio de Janeiro

Data

De 1834 até 2021

A primeira sede da Escola de Música, então Conservatório de Música, inaugurada em 1872 pela princesa Isabel, foi o edifício que atualmente sedia o Centro Cultural Hélio Oiticica, na rua Luiz de Camões nº52.

Desde 1890 intitulado como Instituto Nacional de Música, em 1913, se muda para a rua do Passeio, instalando-se no "Pavilhão de Aulas", anexo ao edifício da antiga Biblioteca Nacional, cujo acervo foi transferido para o prédio construído para este fim, na Avenida Rio Branco, em 1910.

O edifício Pavilhão de Aulas, com 3 pavimentos, foi construído nos fundos do lote, atrás do sobrado da antiga biblioteca, com projeto de Armando de Carvalho (BORDE, 2015, p.123).

Data

2011

Data

Sem data

Data

Sem data

A Escola de Música é local de diversos eventos, entre concertos de câmara, sinfônicos e óperas, além de atividades ligadas a ensino e extensão, a exemplo de exposições que ocupam seu foyer.

Data

Sem data

Data

2015

Segundo Andrea Borde (2015, 123-124), tal painel se tornou “ícone da paisagem cultural da Lapa”, tirando partido da situação da empena que foi fruto de demolição de parte da quadra, por ocasião da abertura da avenida República do Paraguai. O projeto de restauração do edifício principal foi realizado em 2006 pelo escritório Ópera Prima. Andrea Borde e equipe de docentes da FAU UFRJ, com a participação de técnicos do ETU-UFRJ, desenvolveram uma proposta de projeto de restauração e ampliação dos espaços didáticos e de apoio às salas de concerto da Escola de Música, aprovado pelo órgão de tutela Municipal em 2011 (BORDE, 2015, p. 124-125) [2].

[2] Para descrição do projeto, ver: BORDE, 2015, p. 124-128.

Data

2013

Data

2013

Desde 1979, o edifício da Escola de Música faz parte da Área de Proteção do Corredor Cultural do Rio de Janeiro (Lei 506/84) e possui tombamento municipal lei 4584, de 18/09/2007 (FAJARDO, 2014, p.75). O "Pavilhão de Aulas" e os bens integrados foram reconhecidos como patrimônio da cidade em 1994. Na empena cega voltada para o Largo da Lapa está o painel de Ivan de Freitas, Paisagem urbana de 1982.

Data

2011

Data

2011

O compositor, cujo salão recebeu o nome, Leopoldo Miguez (1850-1905) adquiriu um órgão de tubos Wilhem Sauer e o doou ao Instituto, por ocasião do prêmio que ganhou em um concurso de composição para a escolha de um novo hino nacional nos primeiros anos da República. Com a mudança para o prédio da Rua do Passeio, o órgão foi desmontado e reinstalado no salão de concertos da nova sede, mas não é conhecido o seu paradeiro. Em 1954, foi substituído pelo atual Órgão Tamburini. Em 1896, Miguez adquiriu da mesma casa alemã um outro instrumento, um modelo menor, que é o que se encontra hoje na Sala Henrique Oswald (Escola de Música da UFRJ, 2018).

Em 1990, o acervo de instrumentos era composto por cerca de 23 pianos, a maioria da marca Steinway, considerada a melhor do mundo. No acervo documental da Escola de Música da UFRJ, preservado na biblioteca fundada em 1855, destacam-se como acervo da música brasileira o manuscrito original do Hino Nacional (antes Hino 7 de abril) do fundador da Escola, Francisco Manuel da Silva, além de obras raras como composições do padre José Maurício, Carlos Gomes, Nepomuceno, Alves de Mesquita, Henrique Oswald e Francisco Braga (Jornal do Brasil, 7 março de 1990).

Data

2010

Data

2009

Data

2007

No interior, destacam-se o salão nobre e o salão Leopoldo Miguez, este pela sua excelente acústica e por possuir o maior órgão da cidade (Rocha-Peixoto In: CZAJKOWSKI,2000, p.53). Antes da Fundação do Teatro Municipal, era a principal sala de espetáculos do Rio de Janeiro. É digna de nota a arquitetura de interiores com bens integrados: afrescos dos pintores Antônio Parreiras (1860-1937) no foyer, datados de 1922 - intitulados "Os sons" , "Eolo" , "Orpheo" e "Osíris" e de afresco de Carlos Oswald (1882-1937), sobre o palco (Escola de Música da UFRJ, 2018).

Data

Década de 1960

“[...] além do ecletismo classicizante de forte inspiração italiana, houve outras ocorrências: na Escola de Música da UFRJ [...], no Passeio Público, a escolha talvez se deva à evidente penetração da música italiana no Brasil" (Rocha-Peixoto In: CZAJKOWSKI,2000, p.15).

Data

Sem data

Entre 1918 e 1922, a edificação, antes ocupada pela Biblioteca Nacional, passa por obras para receber o salão de concertos e uma fachada eclética [1]. O projeto é de autoria do arquiteto Cipriano Lemos elaborado em 1919 e a construção é da Companhia Rebecchi e Cia entre 1913 e 1922 (Rocha-Peixoto In: CZAJKOWSKI,2000, p.53).

[1] Sobre o Ecletismo no Rio de Janeiro ver: Rocha-Peixoto, Gustavo. O Ecletismo e seus Contemporâneos na Arquitetura do Rio de Janeiro. In: CZAJKOWSKI, Jorge (Org.) Guia da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Casa da Palavra /, 2000.

Data

1834-1865

Bibliografia

CZAJKOWSKI, Jorge (Org.) Guia da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2000.

BORDE, Andrea. “A Escola de Música em cena”. In: BORDE, Andrea; BELLINHA, Paulo (org.). Conservação e reativação do patrimônio universitário. Rio de Janeiro: PROURB, 2015, p.123-128.

Escola de Música da UFRJ. Disponível em: https://musica.ufrj.br/institucional/escola/historico atualizada em 18/09/2018. Acesso em: 20/03/2022.

FAJARDO, Washington. (Coord.) Guia do Patrimônio Cultural Carioca: Bens Tombados 2014. 5ª ed. Rio de Janeiro: Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, 2014.

Posicione seu aparelho na
horizontal e amplie a experiência
de visitação da exposição