Hospital Escola São Francisco de Assis

Av. Presidente Vargas, 2863 - Centro, Rio de Janeiro

Data

De 1913 até 2021

A origem do edifício do Hospital Escola São Francisco de Assis, o HESFA, foi o Asilo da Mendicidade. No início do século XIX, o asilo fazia parte de um programa relacionado à saúde e à ordem dos espaços públicos. Um asilo deveria abrigar loucos brandos [1], aqueles sem domicílio e sem emprego, e ainda aqueles que cometiam pequenos delitos, pois criminosos de fato ficavam detidos nas prisões ou nas Casas de Correção, como eram chamadas à época.

O Asilo de Mendicidade do Rio de Janeiro foi concebido pelo engenheiro Heitor Rademacker Grünewald, de acordo com o modelo panóptico desenvolvido por Bentham (Aguinaga,1976. Apud SOBRAL FILHA, 2009, p.220). A construção do edifício teve início em 1876, sendo inaugurado em 1879. Entretanto, só ficou completamente pronto em 1895, ano em que muda de nome para Asilo São Francisco de Assis.

[1] Casos de loucos mais graves eram internados nos hospícios, no caso do Rio de Janeiro, Hospício Pedro II, no Campus da Praia Vermelha.

Data

2021

Data

2020

A partir de investimentos obtidos por ocasião da publicação do Plano Diretor UFRJ 2020, aprovado pelo Conselho Universitário em 2009, o Escritório Técnico da Universidade (ETU/UFRJ), em acordo com IPHAN, iniciou um projeto de restauração do HESFA, cujo objetivo principal é resgatar o panóptico de Grünewald, o que implica na demolição de edificações, anexos e/ou elementos arquitetônicos, considerados espúrios, reconstruções das varandas conectoras dos edifícios e construções de novas edificações, mas sempre procurando salvaguardar a volumetria original (SILVA,OLIVEIRA, 2018).

Data

2018

Data

2018

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2018

Data

sem data

Data

2011

Data

sem data

Data

2010

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2010

Data

2007

Data

2007

O maior valor do complexo arquitetônico que compõe o HESFA é uma composição neoclássica com aplicação do modelo panóptico, o que muito raro no Brasil [2].

[2] Outro edifício, também construído no governo de D. Pedro II, utilizando o panóptico no Brasil, como bem apontou Doralice Duque Sobral Filha (2009), é a Casa de Detenção em Pernambuco, atualmente, a Casa de Cultura de Recife.

Data

sem data

Data

1989

Data

1989

As modificações e ampliações internas surgiram a partir de novas necessidades ou atualizações do serviço de saúde e acabaram por produzir construções espúrias, alas fechadas, problemas estruturais, instalações precárias etc. Não obstante todos os problemas que o complexo de edificações apresentava, o HESFA foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) em 23/06/ 1983 - Inscrição nº 490 no Livro Histórico, vol.1 e Inscrição nº 554 no Livro de Belas Artes, vol. 2.

Data

cerca de 1960

Em 1946, o Hospital passa a pertencer à Universidade Federal do Rio de Janeiro, tornando-se o Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA), como é conhecido até hoje.

O Hospital continuou sendo ampliado e modificado bem como seu entorno que ganhou vias de grandes fluxos, prédios de grande porte, vias metroviárias, viadutos etc., sem que fossem avaliados os impactos no antigo complexo.

Data

1930

Em 1922, sob administração de Carlos Chagas, transforma-se em Hospital São Francisco de Assis e, segundo Sobral Filha (2009, p.221), nesta ocasião, o hospital já possuía 13 pavilhões, o que permitia apenas uma leitura parcial do projeto panóptico de Grünewald.

Data

sem data

Data

1913

Data

1913

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1913

Data

1913

Bibliografia

SILVA, Camilla Abreu e OLIVEIRA, Pedro Felipe Gomes de. “Estudo de Caso sobre os aspectos da Reabilitação e Modernização do Edifício do Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA/UFRJ)”, 6ª Conferência sobre Patologia e Reabilitação de Edificações- PATORREB 2018.

SOBRAL FILHA, Doralice Duque. "Lazer, Saúde e Ordem: Principais programas desenvolvidos na arquitetura do século XIX no Rio de Janeiro e no Recife". Dissertação de Mestrado – Rio de Janeiro: UFRJ/FAU/PROARQ, 2009.

FAJARDO, Washington. (Coord.) Guia do Patrimônio Cultural Carioca: Bens Tombados 2014. 5ªed. Rio de Janeiro: Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, 2014.

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